É preciso saber tudo sobre Direito para ter uma conversa com um advogado?

Pode parecer engraçado, mas muitos de nossos clientes já nos contaram que achavam que precisavam saber tudo sobre Direito antes de ter uma conversa com um advogado. Será que isso é realmente necessário? 

Em primeiro lugar, é importante que você saiba que, em algumas situações, sequer será necessário consultar um advogado para a solução do seu problema.

Entretanto, caso seja necessário, não se preocupe em entender todos os termos técnicos da área. Não é isso que fará a conversa com um advogado ser bem sucedida!

A maior parte da população já precisou de orientações de um advogado para solucionar algum problema rotineiro e, nem por isso, foi necessário saber tudo sobre Direito para dar o primeiro passo.

Entenda: ter uma conversa com um advogado não é um bicho de sete cabeças ou algo difícil!

Ainda não está convencido? Então vamos responder a algumas das perguntas mais comuns que chegam até nós:

  • Como contar meu problema a um advogado? Devo entender tudo sobre Direito para marcar uma conversa com um advogado?

Os advogados, em geral, como prestadores de serviços, estão preparados para atender pessoas que não possuem conhecimento na área e orientá-las acerca da melhor solução para o seu problema.

Por isso, caso você veja que o seu problema realmente requer a intervenção ou orientação de um advogado, marque uma primeira conversa.

Não se preocupe com os termos técnicos, procure apenas narrar os fatos, detalhadamente, da forma como ocorreram.

E você sabia que o primeiro atendimento ou conversa com um advogado não precisa ser presencial?

ATENDIMENTO 

É isso mesmo.

Apesar de muitos ainda terem em mente que as reuniões com advogados precisam ser em escritórios, revestidas de formalidades no atendimento, na linguagem utilizada e até mesmo nos trajes, isso não é mais uma verdade absoluta.

Hoje, existem várias formas de atendimento online, com a possibilidade, inclusive, de análise gratuita do seu caso!    

Entretanto, caso você prefira uma reunião presencial, essa também é uma opção para relatar seu problema – sem precisar entender sobre Direito.

Conte ao advogado o que o leva até ele, quais são as suas expectativas acerca dos seus direitos, e aproveite a oportunidade, também, para esclarecer eventuais dúvidas.

Assim, ele estará pronto para te orientar da melhor forma possível, apontando-lhe os possíveis caminhos que você pode seguir!

Nesse momento, perguntas como “Qual a solução mais adequada para o meu caso?”, “Vale a pena ‘entrar na justiça’?”, “Quais são os custos envolvidos?”, “Se eu não tiver razão, o que pode acontecer?” e “O que significa algum termo técnico?” são comuns.

E não há nada de mal nisso! Afinal, você não precisa entender sobre todos esses tópicos e assuntos. Por isso, não tenha vergonha de perguntar.

É justamente por isso que a  conversa com um advogado é importante!

Se todos tivessem que ter, na ponta da língua, a resposta para todas essas perguntas, não faria sentido termos profissionais do ramo do Direito em nosso meio!

Essa é a função do advogado: te orientar e esclarecer possíveis dúvidas. O advogado deve estar preparado para te responder esses questionamentos e quaisquer outros que venham a surgir.

Porém, tenha em mente que, em algumas situações, a resposta não será imediata, afinal: nem mesmo os advogados entendem tudo sobre Direito!

E após o relato do caso ao advogado?

ORIENTAÇÃO JURÍDICA 

O advogado deverá te orientar acerca das várias e possíveis formas de resolução daquele conflito, sobretudo te levando a reflexões como:

Será que o melhor caminho é “entrar na Justiça”? Ou será que é possível negociar e encontrar outros caminhos para solucionar o conflito? Discuta sobre esses pontos na conversa com seu advogado.

2 – Todo problema deve ser levado à “Justiça”?

Aposto que você já ouviu, alguma vez, que “o homem é o lobo do homem” (Thomas Hobes), o que significa dizer que nem sempre conseguimos viver em paz com os nossos semelhantes.

Mas isso quer dizer que todo conflito deve ser levado à Justiça para que sejamos capazes de solucioná-los?

Ao contrário do que grande parte das pessoas pensa, o Poder Judiciário não é a única forma de resolução de conflitos existente.

Na maior parte dos casos, existe a possibilidade de que, previamente ao acionamento do Poder Judiciário, sejam tentadas outras formas de solucionar o conflito, tais como: a Negociação, a Conciliação e a Mediação (denominados métodos adequados para resolução de conflitos).

Não é apenas a solução vinda do Poder Judiciário que possui efetividade entre as partes.

A solução criada pelos próprios envolvidos no conflito, e não a “imposta” por juízes e tribunais, na maior parte das vezes, é mais criativa e se adequa melhor aos interesses daqueles.

Isso porque, o fato de as próprias partes serem as protagonistas da resolução do seu próprio conflito é o que leva à efetividade da referida solução – por meio do cumprimento do acordado entre elas.

Quando esses métodos não forem suficientes, ou simplesmente se tratar de algum caso que deve, necessariamente, ser submetido à Justiça/Poder Judiciário, o advogado também te orientará neste sentido.

  •  E se for necessário levar a questão à “Justiça”?

Mesmo nos casos em que a melhor alternativa for submeter o conflito ao Poder Judiciário, não será necessário entender tudo sobre Direito!

Nestes casos, a conversa com um advogado também é útil, vez que seu advogado te orientará sobre quais são os documentos necessários para a propositura da ação, sobre a necessidade de assinatura de uma procuração, bem como sobre quais serão as teses defendidas. 

Além disso, você saberá mais sobre quais são as chances de sucesso com a sua demanda, se a demanda pode ser levada aos Juizados Especiais, dentre outras questões.

E, evidentemente, poderá te orientar acerca de quaisquer dúvidas que venham a surgir ao longo de todo o curso da demanda.

Curso este que poderá se prolongar por muitos anos…

E é por este motivo (longo prazo para solução de conflitos no Judiciário), inclusive, que é importante que os clientes e os advogados tenham uma relação de transparência e sinceridade.

Caso contrário, poderão haver ainda mais desgastes com a propositura da ação, dada a quebra de expectativa dos clientes em relação aos aspectos da demanda.

Mas como proceder nesses casos? É possível trocar de advogado ao longo da demanda?

Sim. As partes podem trocar de advogado a qualquer momento, de forma que o novo advogado responsável cuidará das questões acerca da regularização da representação no processo, para, então, praticar os atos subsequentes.

CONCLUSÃO

Como vimos, não é preciso entender sobre Direito para ter uma conversa com um advogado. A maior parte das pessoas passa por problemas e precisará, eventualmente, das orientações de um profissional.

Nesse sentido, é normal ter dúvidas e, às vezes, nem o seu próprio advogado conseguirá respondê-las imediatamente, pois nem mesmo esses profissionais entendem tudo sobre Direito.

Lembre-se, contudo, que a melhor alternativa para resolver o seu problema pode não ser procurar um advogado ou submeter o conflito ao Poder Judiciário.  

Seja o protagonista da resolução do seu conflito e, muito provavelmente, você estará em direção à melhor solução!

Entretanto, caso precise contar com um advogado, há diversas opções de profissionais aptos para atender você!

Gostou do nosso post?

Deixe seu comentário e leia o nosso texto “‘Preciso de um advogado!’ o que fazer agora?” para entender melhor em quais situações é necessária a orientação de um advogado e qual é o advogado ideal para o seu caso!

 

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