Preciso de um advogado

“Preciso de um advogado!”. O que fazer agora?

“Preciso de um advogado”. Então como escolher e contratar um advogado? Em que situações você realmente precisa de um advogado? Qual o advogado ideal para o seu caso? 

É muito provável que você já tenha se deparado com problemas ou situações que te fizeram precisar de um advogado. Se isso não aconteceu, inevitavelmente, em algum momento irá acontecer.

Isso porque podemos precisar de um advogado não só para resolver problemas (no sentido negativo da palavra), mas também para ter um auxílio, por exemplo, na redação de um contrato ou na abertura de um negócio com segurança. Em outras palavras: mesmo em situações corriqueiras e comuns do nosso dia a dia, todos nós podemos precisar do auxílio de um advogado.

Mas então… vamos falar dos problemas em si.

Será que você já teve problemas trabalhistas? Tributários? Ambientais? Algum problema com pensão alimentícia, herança ou algo que precise regulamentar? Se sim, você já esteve diante de uma situação ou problema jurídico.

E será que, nessas situações, você realmente precisou/precisava de um advogado? Quando um advogado é verdadeiramente inevitável? O que fazer diante de um problema jurídico? Como escolher e contratar um bom profissional?

Neste post, você vai entender em quais situações você realmente precisa de um advogado, qual o primeiro passo a ser dado para contratar um bom profissional e como fazer a melhor escolha para ter todos os seus direitos resguardados.

VOCÊ REALMENTE PRECISA DE UM ADVOGADO?

Você já parou para pensar se você realmente precisa de um advogado? Ou, em que casos, você não precisa de um advogado?

Existe algo que você possa fazer sozinho para solucionar os seus conflitos? Será que não vale a pena tentar negociar ou conversar diretamente com os envolvidos na questão?

Existem diversos problemas e questões que levam as pessoas a acionarem os seus advogados.

Porém, muitos desses problemas poderiam ser resolvidos pelos próprios envolvidos, e apenas por eles, não acha? Entretanto, muitas pessoas não conseguem resolver suas situações.

Então, como saber se você pode solucionar o seu caso sozinho? É importante que você faça a seguinte reflexão:

Você já tentou solucionar o seu caso por conta própria?

    1. Se sim, questione-se: por que a tentativa não deu certo? Será que consigo tentar novamente de uma nova forma que seja mais efetiva? Vale a pena essa nova tentativa? Se valer a pena, tente novamente.
    2. Se você ainda não tentou solucionar o caso sozinho, antes de mais nada, faça a tentativa.

E por que vale a pena tentar solucionar o caso sozinho antes?

Podem ser várias as respostas a essa pergunta, mas, em geral, a resposta é:

Porque algumas medidas simples, como marcar uma conversa ou negociar, podem evitar consequências maiores e ainda preservar um relacionamento. Uma disputa na Justiça, por exemplo, tende a durar anos e causa muito desgaste aos envolvidos, além de um enorme custo financeiro.

Acredite e, mais, guarde essa frase: ninguém é melhor do que os próprios envolvidos para solucionar um conflito.

Ocorre que, em alguns casos, ainda que todas as pessoas envolvidas se esforcem para solucionar o problema consensualmente, a presença de um advogado será necessária, devendo ainda a vontade das partes sempre ser respeitada.

ANALISANDO AS REAIS NECESSIDADES DE CONTRATAR UM ADVOGADO

Sempre se questione sobre a real necessidade de um advogado. Lembre-se: resolver um problema sozinho pode significar menos custos e tempo, então, verifique se existem possibilidades para tal.

São diversas as situações que, de forma ou de outra, poderíamos solucionar sozinhos. Entretanto, o senso comum nos leva a pensar, na maioria das vezes, que a melhor opção é contratar um advogado e entrar na Justiça.

Vamos, agora, a um exemplo para que você possa entender melhor do que estamos falando!

Imagine que você comprou uma geladeira em uma loja física e, passados 5 dias (prazo da entrega), a geladeira foi entregue no seu apartamento sem que você estivesse presente.

Como você não estava em casa no momento da entrega, o porteiro assinou o recibo e a empresa foi liberada.

Ocorre que, ao abrir a geladeira, você verificou que ela apresentava alguns defeitos e estava amassada.

Ligando pra empresa, ela tentou se eximir da responsabilidade dizendo que, como a entrega foi feita corretamente e com conferência do produto e assinatura do recibo, você não poderia trocar o produto ou ter o seu dinheiro de volta.

Revoltado, a primeira coisa que te vem à cabeça é processar a empresa, não é mesmo? E, automaticamente, você pensa: preciso contratar um advogado.  

Mas, antes, pense um pouco. Analise suas opções, afinal, contratar um profissional pode te gerar mais gastos, bem como pode te fazer despender mais tempo para solucionar a controvérsia.

Você sabia que em causas que têm valor máximo de até 20 salários mínimos é possível ingressar nos Juizados Especiais Civis sem advogado?

Basta relatar o que aconteceu e você poderá ajuizar uma ação contra a outra parte. Você, inclusive, pode solicitar ao órgão que te auxilie na escrita. E mais, em uma simples pesquisa, você tem todo o passo a passo do que precisa fazer.  

Então, por que não tentar resolver sozinho, sem qualquer gasto de tempo, gasto financeiro e sem se desgastar mais psicologicamente?

Uma dica:

Busque sempre por situações semelhantes na internet, faça sua própria pesquisa e defesa, tire fotos, busque registrar suas ações, ter evidências. Cada caso é um caso. Em alguns, é possível tentar resolver sozinho, enquanto em outros, o auxílio do advogado é necessário.

Fato é que com nossos dias cada vez mais corridos, podemos ganhar muito optando pelo diálogo e pela negociação quando for possível.

Mas não se esqueça: nem sempre seremos capazes de resolver tudo sozinhos. Saiba os seus limites e faça tudo com segurança. Não se esqueça do ditado: as vezes, o barato sai caro.

Mas, então, quando um advogado é inevitável e você realmente sente que “Preciso de um advogado”? 

Se José, por exemplo, não conseguiu solucionar o seu problema de forma consensual por qualquer que seja o motivo e resolveu acionar a Justiça, muito provavelmente precisará de um advogado. Isso porque, na grande maioria das vezes, é necessária e imposta por Lei a sua representação através de um advogado.

E como se dá essa representação?

Em forma de procuração. A procuração é, nada mais nada menos, do que um documento que dá poderes ao advogado para atuar em/na defesa de seu cliente quando necessário e para tomar as devidas medidas judiciais ao longo do processo.

Ela se faz necessária, na grande maioria das vezes, pois podem existir dúvidas jurídicas inerentes à situação que impedem que as partes tomem decisões. Por exemplo, dúvidas tributárias, ambientais, contratuais, etc.

Há outros exemplos que podem ser pontuados também, como os casos de legalização de um divórcio, partilha de bens e herança, ou os casos de cobranças indevidas.

Em outras palavras: por mais que os próprios envolvidos no conflito tentem solucioná-lo sem acionar um advogado, muitas vezes isso não é possível devido à falta de um conhecimento técnico necessário.

Perceba, portanto, que um advogado é necessário quando estamos tratando de questões que envolvem o conhecimento técnico da área, em que se necessita de um perito no assunto, que possa prestar algum tipo de auxílio; ou, ainda, quando a lei só confere poderes a esse profissional para realizar determinadas ações, por exemplo, para abrir uma empresa.

Ainda analisando o exemplo supracitado ao início deste tópico, podemos verificar que, no caso, o advogado seria indispensável também pelo fato de que João teria tentado dialogar previamente com o outro lado, o que, por algum motivo, não teria funcionado.

Isso demonstra o quão indispensável o advogado é nos casos em que já houve uma tentativa prévia de diálogo e negociação, mas essa tentativa falhou.

Nesses casos, é interessante que as partes envolvidas no conflito procurem um advogado que trace a melhor estratégia para o caso, levando em conta o método de resolução de conflitos que mais se adeque à situação, que pode não ser o Poder Judiciário.

No exemplo, José resolveu acionar a Justiça. Mas, será que chegando ao escritório do advogado dele foi essa a orientação dada? Ou ele acabou optando por recorrer a outro método?

Agora, entrando um pouquinho na categoria dos problemas… e diante de um problema jurídico? O que você deve fazer? Ou melhor, todos os problemas são jurídicos? O seu problema é jurídico?

O QUE FAZER PARA SOLUCIONAR O SEU PROBLEMA? ELE É JURÍDICO?

Antes de mais nada, faça o seguinte exercício:

  • Identifique o problema.

Entenda exatamente o que aconteceu.

De que trata o seu problema? O que ele envolve? Você tem domínio dos assuntos a serem tratados? Esse problema é jurídico? (Leia o nosso post sobre isso para saber mais)

  • Certifique-se, então, eu realmente “Preciso de um advogado?” 

Tente resolver o problema sozinho antes, pois isso pode lhe trazer muito mais ganhos, incluindo uma redução no tempo a ser despendido para solucionar a controvérsia, bem como uma redução nos gastos financeiros (honorários advocatícios, custas do procedimento, etc).

Faça pesquisas, procure casos semelhantes na internet, verifique se é possível conversar ou negociar antes. Se for preciso, estude técnicas de negociação, há muitos meios aos quais vocês pode recorrer para aprender um pouco mais sobre isso!

  • Se não der certo: transfira a solução do problema para um especialista e deixe que ele solucione o caso, ou que te auxilie na resolução.

É normal desconhecer um assunto ou se sentir inseguro, mais ainda se for algo grave ou com grandes repercussões financeiras na sua vida. Em muitos casos, vale a pena buscar o auxílio de alguém mais especializado.

Lembre-se: entender o seu problema com clareza te ajudará a descobrir se você consegue resolvê-lo sozinho ou se vai precisar de um advogado. Na dúvida, você pode, facilmente, consultar a internet ou uma plataforma online.

Caso decida terceirizar a solução para um advogado, certifique-se de que ele é um excelente profissional e que vai analisar o seu caso com muita cautela.

COMO ESCOLHER O MELHOR ADVOGADO PARA O SEU CASO?

Se você identificou o seu problema e realmente chegou à conclusão de que precisa de um advogado, deve estar se perguntando como escolher o melhor profissional para o seu caso. Ou não?

Você tem várias opções ao chegar nessa fase, incluindo a forma gratuita quando não puder arcar com o valor.

Como conseguir um advogado gratuito

Existem algumas opções gratuitas que podem te assessorar. Uma delas é a Defensoria Pública, que é um órgão do Estado que auxilia pessoas que não tem condições financeiras de arcar com as custas da contratação de um advogado, de modo a garantir que também tenham o direito de serem assessorados no momento de ingressar com uma ação na Justiça, fazer um acordo ou se defender.

A defensoria Pública é um órgão muito procurado e, por isso, dependendo da urgência do seu problema, pode não ser uma boa opção esperar.

Além dessa opção, há a opção de procurar alguma faculdade de direito que possua escritórios ou núcleos de advocacia gratuitos direcionados para a população carente. Nesses escritórios, os alunos da faculdade geralmente atendem a população sob supervisão dos professores.

Um outro caminho pode ser buscar Empresas Júniores das Faculdades de Direito, que surgem por iniciativas estudantis voltadas para a consultoria de empresas e negócios. Essa nem sempre vai ser uma opção gratuita, mas possui um preço bem abaixo do mercado, já que também envolve faculdades e o trabalho de alunos ainda não graduados.

Geralmente, o critério dessas instituições para decidir as pessoas que irão ajudar é a renda mensal, por isso, fique atento aos critérios definidos e verifique se você se enquadra neles.

Em algumas causas, como as do Juizado Especial, também existe a opção de você se dirigir à Justiça sem um advogado.  Essa opção pode ser um pouco arriscada, já que, sem a orientação e o auxílio de um profissional, você pode ficar desamparado e desprotegido. Essa forma “gratuita” pode se transformar no famoso “barato que sai caro”.

Nos Juizados, as causas sem advogado devem ter como valor máximo a soma de 20 salários mínimos e não podem ter como assunto questões trabalhistas ou previdenciárias, por serem assuntos específicos da Justiça do Trabalho ou da Justiça Federal.

Advogado contratado

Além dessas opções gratuitas, você pode, é claro, contratar um advogado.

Em muitos casos, fazemos a escolha de que advogado contrataremos através de indicações, seja de amigos ou parentes. Mas, seja cauteloso: certifique-se de que sua escolha está baseada na atuação e resultados desse profissional, e não só em parâmetros pessoais.

Além disso, certifique-se também de que o advogado possui especialidade na área do seu caso. Afinal, existem diversos tipos de advogados, com diferentes especialidades. Para saber mais, leia o nosso post “Tipos de advogados: quais são?”.

Por fim, questione-o sobre as possíveis opções para solucionar o seu problema, de modo que seja possível que façam uma análise juntos do caso em questão. Nem sempre a melhor opção é ingressar na Justiça e essa decisão pode ser sua também!

Existem diversos caminhos que podem ser percorridos para solucionar todo e qualquer problema, e, mesmo no Judiciário, é possível fazer acordos. É interessante que seu advogado esteja atento a todas as opções que podem ser úteis para a resolução do seu conflito e que ele saiba te auxiliar não só no Judiciário, mas em uma eventual negociação, por exemplo.

Analisou cada tipo de advogado e escolheu o adequado para o seu caso?

Agora é hora de contratá-lo!

COMO ABORDAR UM ADVOGADO? COMO FUNCIONA A CONTRATAÇÃO E O PAGAMENTO?

Converse com o advogado a respeito do seu problema e marque um horário, ou envie seu caso em escrito para ele e peça uma proposta de trabalho.

Quanto mais você deixar claro seu problema, mais eficiente será a resposta. Faça perguntas objetivas, defina seu problema em tópicos ou faça um resumo, por exemplo. Lembre-se: você também é seu advogado, sempre.

Mais ainda, não se preocupe em relatar todas as suas dúvidas e nem todos os aspectos jurídicos a um advogado. Preocupe-se em relatar tudo o que aconteceu, com honestidade, para que seu advogado identifique com mais precisão do que trata o seu problema ou situação.

A partir disso, cada advogado possui uma abordagem própria para cobrança de honorários. Esse valor pode depender da qualidade e exclusividade do serviço ofertado, por exemplo.

Entretanto, para garantir um valor mínimo aos advogados e auxiliá-los na precificação de seus serviços, bem como para que os clientes saibam pelo o que estão pagando e o valor médio cobrado, a Ordem dos Advogados do Brasil criou uma tabela de honorários, que é dividida por estados.

Para entender mais, acesse a tabela da OAB/MG.

Apesar da existência dessa tabela, em algumas situações, os advogados assumem o risco do caso com o seu cliente, não cobrando nenhum valor e recebendo apenas um percentual do êxito da demanda. Em outros casos, os advogados cobram um valor fixo por mês ou por ato. Isso significa que a liberalidade para a cobrança é do profissional.

https://www.magalhaeschegury.com.br/blog/preciso-de-um-advogado.jpg

CONCLUSÃO

Ter um problema jurídico, normalmente, é ruim; mas, se você tomar as melhores escolhas, certamente alcançará os melhores resultados.

Mais do que isso, precisamos usar cada vez mais o grande acesso a informação que temos, literalmente na palma de nossas mãos todos os dias. Podemos pesquisar sozinhos, estudar, tirar dúvidas… e a internet é só um exemplo.

Podemos, finalmente, resolver grande parte dos nossos problemas, que não são poucos, sozinhos!

Neste post, você aprendeu a analisar se realmente precisa de um advogado ou não. Aprendeu a se questionar sobre isso.

E, se realmente chegar à conclusão de que “preciso de um advogado”, você já possui todas as ferramentas para tomar a melhor decisão naquele momento.

Solucionar o caso sozinho, sem envolver advogados, é sempre a melhor opção, mas em alguns momentos, não será possível mesmo. Nesses casos, não se esqueça de que existem várias opções de contratação no mercado, desde algumas gratuitas a outras muito caras.

Seja bem cuidadoso ao escolher para quem você irá terceirizar a solução do seu problema, pois isso pode lhe gerar impactos futuros. Não paute essa escolha apenas no preço ou em parâmetros pessoais.

Portanto, lembre-se: pesquise sempre, informe-se bastante e esteja bem preparado, ok?

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