Gestão de conflitos: novas possibilidades

Em um mundo cada vez mais tecnológico e conectado, muitas mudanças surgem. Na própria advocacia, surgiram Lawtechs e a Advocacia 4.0, mas poucos profissionais são capacitados para realizar uma gestão de conflitos eficiente.

Qual será a melhor forma de gestão de conflitos? Como alcançar o justo em meio a tantos conflitos?

Judicializar o conflito costuma ser o meio mais utilizado para a obtenção da justiça. Esse costume, entretanto, sobrecarrega o Judiciário e, como consequência, impossibilita o julgamento em tempo hábil.

Uma disputa na Justiça pode durar anos e causar muito desgaste aos envolvidos. Além disso, na maioria das vezes, não é a opção mais econômica.

Quais seriam, então, outros possíveis caminhos para se evitar a disputa do Judiciário?

Será que não vale a pena tentar negociar diretamente com o outro lado, de modo que seja possível alcançar uma solução pacífica?

Neste post, falaremos sobre os pontos de disputa e demais questões que levam as pessoas a acionarem os seus advogados e como a chamada “gestão de conflitos” pode ser útil nesse contexto.

Vem com a gente!

Gestão de conflitos: tradição ou inovação?

Tradicionalmente, as pessoas se utilizam do Poder Judiciário para solucionar conflitos. Por meio deste, o juiz, terceiro interventor, dada a oportunidade de pronunciamento para cada lado, sentencia conforme estabelecido em lei. Pela prática judiciária, é evidente a prevalência do cenário “ganha-perde” dentre os conflitos solucionados por essa via, em que só uma das partes sai “vencedora” e satisfeita com a “solução” encontrada.

Fato é que, hoje, o Judiciário conta uma infinidade de processos em andamento. Parte destes trata de demandas que vão além da capacidade de resposta da Justiça, tendo em vista que abordam questões extremamente subjetivas e pessoais. Como resultado: um sentimento geral de desapontamento entre os litigantes, que enxergam o órgão sob uma perspectiva negativa e têm a sensação de que este é ineficiente e ineficaz.

Mais do que clientes frustrados, temos um judiciário abarrotado e advogados sobrecarregados.

Fica nítido, portanto, que o modelo tradicional de resolução de conflitos, atualmente, não tem se mostrado eficaz. Isso, tendo em vista a falta de celeridade, o alto custo envolvido, bem como a insatisfação de grande parte dos litigantes com o resultado final.

Como mencionado, por vezes, os conflitos debatidos judicialmente carecem de uma solução sensível, considerando aspectos próprios da subjetividade e da natureza humana. É preciso, então, mudar o modo de enxerga-los e a forma de resolvê-los.

Se você está em busca de métodos mais rápidos, econômicos e satisfatórios de resolver os conflitos, temos uma resposta positiva. Eles já existem e estão à sua disposição!

harmonia. trabalho em equipe. gestão de conflitos.

Gestão de conflitos: o papel da legislação no processo de mudança 

O Novo Código de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015) e a nova Lei da Mediação (Lei n. 13.140/2015) instituíram como princípio essencial do ordenamento jurídico a promoção da solução consensual de conflitos. O que se pretende é estimular a pacificação dos conflitos por meio de formas consensuais que permitam o alcance de soluções que sejam satisfatórias para todos os envolvidos na questão em tela.

A gestão de conflitos, nesse contexto, deve ser lida por uma perspectiva inovadora, que fuja do método tradicional que conhecemos. Deve, dessa forma, atuar em prol do diálogo e da colaboração, da busca pelo cenário “ganha-ganha”.

Atualmente, muitos advogados têm se utilizado de ferramentas consensuais para a resolução de conflitos. Essas práticas vêm ganhando cada vez mais destaque e refletem a humanização social do direito.

A Mediação é um dos métodos de resolução de conflitos que, atualmente, está em evidência. Muito se tem falado em seus efeitos positivos, que vão desde a celeridade do procedimento até a transformação das relações.

Importante destacar o papel que a implementação da Lei de Mediação teve para que o referido método fosse ainda mais reconhecido pelos brasileiros. 

Métodos adequados de resolução de conflitos

São diversos os métodos adequados de resolução de conflitos que ultrapassam a esfera do Poder Judiciário. Esses métodos vêm sendo cada vez mais acolhidos pela população brasileira.

A título de exemplo, recomenda-se a utilização do instituto da Mediação, já mencionado, quando existe, de alguma forma, espaço e interesse das partes em solucionar a controvérsia de modo consensual, harmonioso e respeitoso. Isso porque, como vimos anteriormente, o cenário que prevalece na Justiça é o “perde-ganha”, enquanto, na mediação, há a prevalência do “ganha-ganha”. 

A mediação é recomendada para os casos em que as partes envolvidas no litígio possuem uma relação continuada. Em outras palavras, para os casos que envolvem indivíduos que já possuíam uma relação antes do litígio e que, possivelmente, terão que manter essa relação (ou têm o desejo de mantê-la). Temos, como exemplo, as relações de vizinhança, escolares, familiares, dentre outras. Para saber mais, leia nosso post “Mediação de Conflitos: entenda essa importante ferramenta!“. 

A Conciliação, por outro lado, é recomendada para a resolução de conflitos que envolvam relações ocasionais. Estamos falando de situações em que não há uma convivência prévia entre as partes. Provavelmente, também não haverá uma convivência posterior. A título de exemplo, temos a famosa batida de carro.

Considerando que as partes não possuem uma relação de proximidade ou afeto, o conciliador é autorizado a dar sugestões de acordo durante o procedimento. Os estudiosos do ramo não enxergam tal atitude com maus olhos, pelo contrário, concordam que pode ser uma forma de auxiliar todos os envolvidos no conflito. 

Por fim, na Arbitragem, as partes elegem alguém de sua confiança para dirimir o conflito. Neste caso, o papel do árbitro é impositivo, ou seja, sua decisão resolve definitivamente o problema. É como um juiz que atua em âmbito privado. Ele não apenas conduz o diálogo, como um mediador, ou dá sugestões, como um conciliador: ele julga o conflito, como um juiz. 

O papel do advogado na gestão de conflitos

Como vimos, existem diversos caminhos que podem ser percorridos para solucionar os conflitos.

A eficácia do trabalho de um advogado está em oferecer um assessoramento profissional qualificado que inclua uma análise estratégica do método mais adequado para resolução do conflito de seu cliente.

O advogado deve sempre levar em conta os anseios e emoções daquele sujeito que o procurou. Deve, ainda, analisar, estrategicamente, qual o melhor caminho a ser percorrido para se alcançar o objetivo pretendido. É importante que ele considere todas as opções para a resolução do problema e apresente-as a seu cliente, demonstrando os pontos positivos e negativos de cada uma. 

E você? Já conhecia esses métodos? Já fez uso de algum deles? Se quiser aprofundar no assunto, não deixe de ler nossos e-books, disponíveis neste link. Deixe seu comentário!  

1 Comentário

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.

WhatsApp Converse conosco! :)