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Furto e roubo: qual a diferença?

Furto e roubo são duas modalidades de crimes muito comuns que, rotineiramente, estampam as capas dos jornais.

Entretanto, muitos têm dúvidas acerca das diferenças entre um crime e outro. Ou é a mesma coisa? 

Já te adianto que não, não é a mesma coisa! Os tipos penais são distintos, como prevê o Código Penal. Além disso, a gravidade da pena diverge, em caso de cometimento de um ou de outro.

Quer entender tudo sobre o assunto? Então leia este post até o final! 

Entendendo o crime de furto

Furto é a ação de levar ou pegar algum objeto de valor de outra pessoa ou estabelecimento, sem contato com a vítima.

Para exemplificar, imagine um sujeito que entra em uma loja de departamentos e leva uma barra de chocolates sem que os funcionários do estabelecimento percebam.

Nesse caso, o sujeito cometeu o crime de furto, tendo em vista que não teve nenhum contato com os empregados da loja, nem mesmo proferiu xingamentos ou ameaçou-os. Pode ser que a ação ilegal até passe despercebida. 

Em uma outra situação, você deixa seu celular em cima da mesa de um bar e vai ao banheiro. Ao retornar, percebe que o celular desapareceu. Aqui, também há a configuração do crime de furto, pois, novamente, o bem foi levado sem o emprego de violência.

Nessas hipóteses, o Código Penal prevê uma pena de 1 a 4 anos de prisão ao criminoso, acrescida do pagamento de multa.

Cumpre ressaltar que existem duas modalidades de furto: o furto simples e o furto qualificado.

Os cenários tratados acima envolvem o cometimento de crimes de furto simples.

Diferentemente, o furto qualificado se configura em situações em que o objeto é furtado mediante a superação/quebra de alguma barreira ou outro agravante. Imagine, por exemplo, um sujeito que arromba uma porta para que consiga furtar um carro ou um objeto dentro de uma casa.

A pena pode chegar a 10 anos + multa, dependendo dos obstáculos superados para a consumação do crime de furto.

Furto e Roubo: diferenças

Embora, frequentemente, os crimes de furto e roubo sejam confundidos em conversas informais, são termos que recebem definições diversas pelo Código Penal, tendo, inclusive, punições que se diferem.

Inicialmente, é de se salientar que o roubo é mais grave do que o furto, pois, no primeiro, a vítima está diretamente envolvida na ação, de modo que sofre violência ou ameaças do criminoso.

Como exemplo, podemos citar uma situação em que você está com o seu carro parado na rua e um sujeito, armado, chega e te obriga a entregar a chave do veículo, sob pena de atirar. Nesse caso, além de apropriar-se do carro, o criminoso ameaçou a vítima de morte. 

Em um outro exemplo, imagine uma pessoa que entra em uma loja de celulares com uma arma em punho e obriga os empregados a lhe darem todo o dinheiro do caixa. Aqui, a ação também envolve um contato entre o criminoso e a vítima, feito por meio de ameaça, configurando o roubo.

E o assalto?

É importante destacar que o roubo também é popularmente conhecido como assalto. Entretanto, não há embasamento jurídico para tal. Em outras palavras, em tese, o assalto não existe.

A palavra “assalto” origina-se da expressão “tomar de assalto”, ou seja, tomar repentinamente, de surpresa. 

Fazendo um resumão do que vimos: entrar na casa de outra pessoa e levar algum objeto quando ela não está em casa, é furto. Entrar na casa de outra pessoa e ameaça-la para que algum objeto seja levado, é roubo.

Os dois crimes, de alguma forma, lesionam o cidadão e são passíveis de detenção e multa.

Em ambos os casos, o melhor a ser feito é acionar a polícia imediatamente para registro do Boletim de Ocorrência e demais trâmites.

Ainda tem alguma dúvida? Deixe nos comentários! Consulte nosso blog para saber mais sobre outros temas. 

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