pessoa de corpo mole no trabalho. desídia.

Como lidar com conflitos pessoais? O que fazer?

Você consegue se lembrar da última vez que passou por conflitos pessoais? 

Mais ainda você já discutiu ou discordou da opinião de alguém, seja de um amigo, familiar, ou colega de trabalho, e vocês ficaram por horas debatendo sobre o assunto? Essa situação te gerou sentimentos ruins e você não sabia o porque? Calma, eram apenas conflitos pessoais. 

Os conflitos são um fenômeno natural, que, por isso mesmo, se mostra presente em nossas vidas com certa frequência. São aquelas situações de divergência, em que duas ou mais pessoas, que possuem pontos de vista distintos dentro de um mesmo contexto, vêem-se frente a uma discussão.

Há, ainda, os conflitos internos, que não ocorrem entre duas ou mais pessoas, mas entre o seu eu interno com ele mesmo – mas este não é o foco do nosso material.

Como o Conflito deve ser visto

Fato é que essas situações acontecem sempre, não é mesmo? E porque isso? Porque, como já abordado, os conflitos são um fenômeno natural. São inerentes às relações humanas e ao nosso cotidiano.

Mas, se são um fenômeno natural, porque sempre o associamos a uma situação desagradável? Não seria mais fácil nos adaptarmos a tal normalidade? Talvez, depois de ler esse post, você deixe a sua percepção negativa dos conflitos de lado.

Quais as melhores técnicas para solucionar os conflitos sozinho? E se não for possível? O que fazer? Mais ainda, será que é possível tornar os conflitos algo positivo?

Neste post, vamos explorar a ciência por trás dos conflitos. Você vai aprender quais as melhores estratégias a serem adotadas para maximizar seus ganhos quando tiver um problema. Isso tendo em vista que, sendo ele inevitável, o melhor a ser feito é transformá-lo em uma força positiva que impulsione o seu crescimento e de suas relações interpessoais. Vamos em frente?

TEORIA DO CONFLITO

Quando você vivencia um conflito, certamente é tomado por sentimentos ruins como a raiva, a tristeza, a angústia e o desconforto…

Fique calmo, isso é normal!

Mas, considerando que vivemos em sociedade e que somos diferentes uns dos outros, o conflito é algo natural, que sempre irá ocorrer.

Portanto, de que adianta deixar emoções tão negativas tomarem conta do nosso corpo? Será que agindo assim conseguiremos resolver nossos problemas ou, na verdade, só iremos agravá-los?

A realidade mais provável é a segunda opção. De nada adianta agir com base na raiva, na tristeza e na angústia. Precisamos saber lidar com essas emoções.

E porque as pessoas agem dessa forma, na maioria dos casos?

Por pensarem que os conflitos são causados por indivíduos problemáticos ou sem razão, e por enxergarem que os conflitos são sempre um mal que deve ser evitado e eliminado, quando ocorrer.

Entretanto, como já vimos, o conflito é algo inevitável entre os seres humanos, que pode se tornar uma oportunidade de crescimento pessoal e relacional, caso você saiba gerenciá-lo.

Sabemos como é difícil transformá-lo em uma oportunidade, porque, mais uma vez: é normal sermos tomados por sentimentos e emoções ruins quando vivenciamos um.

Por isso mesmo, é essencial que você entenda um pouco mais do que são os conflitos, para, quem sabe, enxergar o quão normal eles são e o potencial que têm de nos trazer ganhos.

E O QUE SÃO OS CONFLITOS?

Conflito latente x conflito manifesto

Conflitos são, em resumo, divergências de ideias, pensamento e opiniões.

Uma pessoa enxerga uma mesma situação de forma diferente do que outra pessoa, dado que vivem em realidades distintas.

Conflito Manifesto 

A partir dessa divergência, surgem sentimentos como a raiva, a impaciência, e a irritação, que podem resultar em uma discussão ou em uma briga, em alguns casos contando até mesmo com agressões – psicológicas ou físicas. Nesses casos, o conflito apresenta-se como manifesto.

Em outros casos, porém, os conflitos são latentes, ou velados. São as situações em que existe uma divergência de ideias, mas as pessoas não a externalizam. Muitas vezes, essas pessoas nem sabem o que as incomoda.

Se ficou interessado em saber mais sobre os conflitos manifestos e velados, leia este material, que explica tudo sobre a teoria do conflito.

Agora que você já tem uma breve noção da diferença entre essas duas categorias de conflitos, deve entender o motivo de os conflitos manifestos, ou seja, aqueles que são externalizados, seja por ações ou por emoções, serem os maiores causadores de ações judiciais.    

Nesse sentido, um pequeno desentendimento, quando não bem resolvido, pode se agravar tanto ao ponto de dar lugar à instauração de um processo. Esse é o fenômeno que chamamos de “espiral do conflito”, que representa um ciclo de agressões verbais ou físicas que vão se agravando cada vez mais com o tempo. Nas palavras de Rubin e Kriesberg, “cada reação torna-se mais severa do que a ação que a precedeu e cria uma nova questão ou ponto de disputa”.

Novos problemas vão surgindo, até que as partes, percebendo que não são capazes de resolvê-los através do diálogo, sentem a necessidade de ingressar com uma ação judicial.

Percebe a importância de conhecermos a ciência por trás dos conflitos?

Conflito Latente

Já os conflitos latentes, que são aqueles que não são declarados e muitas vezes desconhecidos pelas próprias pessoas nele envolvidas, também podem trazer enormes prejuízos para os envolvidos se não detectado. Isso porque as pessoas continuam em convívio, sem solucionar questões que as trazem grandes incômodos, o que pode fazer com que, de repente, se vejam frente a um conflito manifesto em nível avançado. Por tudo isso, resta comprovado o motivo de os conflitos latentes serem grandes causadores de divórcios e dissoluções societárias.

Fato é que manifesto ou latente, o conflito mal resolvido, na grande maioria das vezes, traz muitos danos aos envolvidos.

Entretanto, a verdade é que cada ser humano é diferente do outro e, como vivemos em sociedade, sempre teremos divergência de ideias. Precisamos saber lidar com essa divergência.

O conflito é algo natural e, inevitavelmente, ele irá surgir em algumas situações. Mas a verdade é que ele pode ser algo positivo, desde que as pessoas saibam solucioná-lo da melhor forma possível. A título de exemplo, de um conflito bem resolvido podem ser criadas novas regras de convivência, soluções para outros problemas que eram frequentes no relacionamento, ou opções para desenvolvimento de um produto.

E QUAIS AS MELHORES TÉCNICAS PARA SOLUCIONAR O SEU CONFLITO?

 

https://www.magalhaeschegury.com.br/blog/conflitos

 

A melhor forma para solucionar um conflito é sempre a conversa. Um processo na Justiça pode significar o fim de um relacionamento e trazer danos ainda maiores para as pessoas, inclusive financeiros.

Siga o passo a passo:

1) Separe sua posição das suas reais necessidades:

De que você realmente precisa? Faça um exercício e separe a sua posição da sua real necessidade.

E o que é posição? Posição é aquilo de que você acha que precisa, é o seu sentimento manifesto.

Já a necessidade, é o que realmente importa para você. É aquilo que, para você, está sendo violado, sendo, portanto, o objeto real do conflito.

Deixe sua posição de lado, concentrando-se nos seus interesses.

Parece complexo? Calma, é bem fácil de entender…

Pense que você e seu amigo estão disputando um limão. O que a sua intuição te pede para fazer diante dessa situação?

Dividi-lo em duas partes? Certamente, sim…

Mas, por que antes de fazer isso você não pergunta a seu amigo o motivo de ele querer aquele limão?

Talvez ele queira somente a casca para enfeitar um bolo… E você, talvez, queira a parte de dentro para fazer um suco.

Que tal, então, dar a casca a ele e ficar com o conteúdo de dentro? Assim, os dois lados sairão ganhando…

Descubra o que realmente importa 

Explore os interesses e necessidades dos envolvidos no conflito, veja o que realmente importa para eles, e reflita com você mesmo quais são os seus reais interesses e necessidades diante daquele conflito. Não firme uma posição sem antes pensar nas consequências que ela pode lhe trazer: você pode acabar perdendo uma grande amizade, um grande relacionamento ou uma grande parceria de trabalho se tomar essa atitude. Seja inteligente!

2) Separe a pessoa do problema:

Outra tática se resume à ideia de separar a pessoa do problema.

O que isso significa? Significa que você precisa considerar que o outro lado também tem sentimentos, também é humano e pode errar. Negociadores são pessoas. Você deve tratá-los bem, da forma que gostaria de ser tratado.

Como Roger Fisher e William Ury bem nos ensinaram na bíblia da negociação, Como Chegar ao Sim, devemos ser duros com o problema, mas afáveis com as pessoas, e essas ideias não precisam ser antagônicas.

Para realizá-las, você deve:

  • Se colocar no lugar do outro lado, de modo que consiga influenciá-lo;
  • Evitar deduzir as intenções do outro, pois nem sempre você estará certo, e isso pode acabar agravando o conflito;
  • Evitar culpá-los por seus próprios problemas, pois isso fará com que fiquem na defensiva e, portanto, sejam resistentes;
  • Dialogar de forma respeitosa e clara, deixando a outra parte cada vez mais confortável e aberta a te ouvir;
  • Envolver o outro lado de forma que se sinta participante e, ao final, no caso do estabelecimento de um acordo, cumpra com o combinado;
  • Permitir que a outra parte desabafe, reconhecendo suas emoções como legítimas, de forma que a negociação seja menos reativa;
  • Considerar o papel da identidade, já mencionado anteriormente: ninguém é perfeito;
  • Evitar reagir com surtos emocionais, pois eles podem agravar o conflito;
  • Exercer uma escuta ativa, isto é, demonstrar entender o que está sendo dito e, não sendo possível, pedir esclarecimentos caso haja qualquer ambiguidade ou dúvida.

3) Use critérios objetivos:

Também é essencial que você use critérios objetivos. Decidir com base na sua vontade e do outro lado pode sair caro, pois implica em um conflito entre vontades.

Porque não usar critérios objetivos, independentes das vontades de cada um? É provável que vocês produzam acordos mais sensatos e eficientes, e de forma mais amigável.

Mas, afinal, o que são critérios objetivos?

São informações, dados ou fatos que motivam algum desejo ou necessidade das partes, e que são sempre baseados em provas e questões concretas, nunca com base em suposições ou achismos.

Agora que você já sabe o que são critérios objetivos, veja como aplicá-los em suas negociações!

  • Ao tratar de cada questão, considere uma busca conjunta por critérios objetivos. Pergunte ao outro lado “Quais são seus critérios objetivos?”, de modo que cheguem a um consenso de um padrão a ser adotado naquele caso específico;
  • Argumente e esteja aberto a contra argumentações a respeito de que padrões seriam os mais apropriados e de como poderiam ser aplicados.

4) Formule pedidos e ofertas:

Depois de entender o que é realmente importante para você e o que é realmente importante para o outro, seja genuíno e faça alguma oferta que possa satisfazer à necessidade da outra pessoa.

Dessa forma, quando fizer algum pedido, a probabilidade de aceitação também será maior. Isso porque, como define a Teoria da Reciprocidade, nós, seres humanos, sentimos a necessidade de retribuir algo que nos foi concedido de alguma forma.

Seja criativo!

E SE NÃO FOR POSSÍVEL RESOLVER SOZINHO?

Primeiro, seja auto responsável e reveja se você aplicou todas as técnicas da melhor forma possível.

Se você realmente não conseguiu solucionar sozinho e acha que uma segunda tentativa também não terá sucesso, busque um advogado especialista para te ajudar na negociação.

Com o auxílio de um profissional qualificado do Direito, você, certamente, descobrirá novos possíveis caminhos para solucionar o seu conflito. É essencial ter em mente todos os cenários e alternativas existentes, para além de uma negociação ou mesmo de um processo judicial.

Não se esqueça que existem outros métodos consensuais para resolução de conflitos, além da negociação: é o caso da Mediação e da Conciliação. Será que não vale a pena tentar antes de terceirizar a solução para uma pessoa alheia ao conflito?

Se, de todas as formas, a tentativa de solução amigável não for bem sucedida, o seu advogado tomará as melhores providências para resolver o seu caso.

CONCLUSÃO

Ao final da leitura, esperamos que tenha entendido a importância de se ter conhecimento do que é o conflito, de que formas ele pode ter, bem como da ciência que existe por trás dele.

Mais ainda, é importante que você tenha entendido que o conflito não precisa ser sempre negativo e, que, se você souber explorá-lo, utilizando as técnicas elencadas acima, certamente conseguirá transformá-lo em uma série de oportunidades, em formas de melhorar e, ainda, evitar próximos.

Gostou do nosso post? Agora é hora de colocar tudo em prática, então, mãos à obra!

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